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SAIBA TUDO SOBRE O DIABETES

O Que é

O Diabetes Mellitus é uma disfunção causada pela deficiência total ou parcial de produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Como conseqüência a glicose não é aproveitada adequadamente pelas células provocando sua elevação no sangue, ultrapassando as taxas normais ( 70 a 110 mg/dl ).

Para entender melhor o Diabetes, é preciso conhecer a função da glicose e da insulina em nosso organismo. A glicose é quem gera energia para nosso organismo funcionar, mas isso só ocorre se houver insulina. Portanto a função da insulina é garantir a entrada de glicose nas células para a produção de energia.

Quando nos alimentamos, ingerimos vitaminas, proteínas, sais minerais e glicose ( açúcar ). Essa glicose é absorvida no intestino, entra na corrente sanguinea e com a ajuda da insulina, penetra nas células para produzir energia e assim garantir o funcionamento do organismo.

Existem algumas formas ou tipos de Diabetes, sendo os mais conhecidos os do tipo 1 e do tipo 2, no entanto existem ainda outros tipos como o gestacional, o provocado pelo uso de alguns medicamentos ou provocados por doenças do pâncreas ( tumores, etc ).

O Diabetes quando não diagnosticado ou se diagnosticado e não tratado adequadamente, passa a ser um grave problema de saúde pública devido as suas complicações.

Tipos:

Tipo 1

É o tipo de diabetes onde ocorre destruição das células do pâncreas que produzem insulina.Seu aparecimento se dá de forma abrupta em crianças, adolescentes e adultos jovens. O inicio dos sintomas é súbito e sua evolução clinica é rápida, podendo levar ao coma hiperglicêmico em poucos dias. É o chamado diabetes insulino-dependente, pois requer o uso de insulina no seu tratamento. Representa aproximadamente 10% do total de quem têm diabetes.

Tipo 2

É o tipo de diabetes mais comum. Neste o pâncreas diminui a produção de insulina e/ou a insulina produzida não é bem usada pelo organismo. Ocorre geralmente em adultos após os 35 anos de idade.O inicio dos sintomas é lento e podem passar despercebidos por longos períodos, dificultando seu diagnóstico e o tratamento. È o chamado diabetes insulino-não-dependente, na sua maioria tratado com comprimidos, embora possa também as vezes ser tratado com insulina. Representa 90% das pessoas que têm diabetes.

O Diabetes Gestacional: geralmente surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas, onde ocorreu alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Futuramente elas podem vir a desenvolver o Diabetes tipo 2.

Outros tipos : específicos de diabetes podem vir a ocorrer, mas constituem situações raras de ocorrer e são causadas por:

  • Defeitos genéticos funcionais das células Beta e na ação da insulina;
  • Doenças do Pâncreas;
  • Endocrinopatias;
  • Induzidos por fármacos e agentes químicos;
  • Infecções;
  • Formas incomuns de diabetes imuno-mediado;
  • Outras síndromes genéticas associadas ao diabetes.

Como Diagnosticar

O diagnóstico do Diabetes inicialmente è feito através dos sintomas descritos pelo paciente ao médico, depois pelo exame clinico e por fim são feitos exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico. Quando já se possui histórico de diabetes na família se faz alguns exames de forma rotineira como meio de prevenir o aparecimento do diabetes.

Os exames sugeridos são:

glicemia de jejum:

Inicialmente, o primeiro exame realizado para verificar se um indivíduo é portador de diabetes, ou possui tendência a se tornar, é a glicemia de jejum.

Os valores considerados normais, após jejum de oito horas, são de 70 a 99 mg/dl. Valores acima de 126 mg/dl indicam uma suspeita de diabetes, exigindo a realização de exames mais específicos, dentre os quais a Curva Glicêmica ( teste de tolerância a glicose ). No entanto, valores 20 % acima de 126 mg/dl são suficientes para se afirmar que o individuo está diabético, dispensando a realização de qualquer outro exame.

glicemia pós-prandial:

O método mais simples e cômodo para avaliar se o individuo está diabético, principalmente do tipo 2, é dosar a glicemia 1, 2, 3 horas após uma refeição rica em carboidratos. Em pessoas normais a glicemia não deve ser superior a 160 mg/dl,, 120 mg/dl, 100 mg/ dl em 1,2, 3 horas respectivamente.

curva glicêmica:

Este exame consiste em, após uma coleta de sangue em jejum, administra-se glicose por via oral ou glucagon de maneira subcutânea e repete a coleta de sangue 1, 2, 3 horas após, os resultados deste teste dependem do método de analise, mas continua sendo o melhor meio de diagnóstico do diabetes. Valores em jejum acima de 130 mg/dl e após 2 horas acima de 200 mg/dl confirmam o diagnóstico de diabetes mellitus.

Tratamentos

Tipo 1

Os portadores de Diabetes tipo 1 têm que aplicar insulina diariamente o que envolve o uso de seringa e agulha, ou caneta de insulina, ou para aqueles que optarem isso também pode ser feito por meio do uso de uma bomba de insulina. A necessidade de insulina é diferente para cada diabético e somente pode ser prescrita pelo médico ou diabetólogo que vai adequar tipo de insulina, a dose a ser usada e horário de acordo com a idade do paciente, tipo físico, alimentação, estilo de vida e tipo de atividade física.

Insulina

Existem vários tipos de insulina:

INSULINA GLARGINA:

A Glargina é um novo tipo de insulina com ação prolongada. É absorvida lentamente e de forma estável pelo organismo a partir do local de aplicação (daí ser conhecida também como insulina basal), o que permite uma única aplicação diária. Em alguns casos, no entanto, torna-se necessário o uso combinado com outros tipos de insulina.Seu uso reduz o risco de hipoglicemias, pois não possui picos de ação. A tecnologia utilizada em sua produção é DNA recombinante, o que faz com que tenha a mesma segurança da insulina humana.

INSULINA LENTA:

Insulina de ação intermediária, sua ação é obtida por meio de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo (daí a aparência leitosa de seu líquido). Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação.

Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais rápida, ampliando assim seu espectro de ação.

INSULINA LISPRO OU ASPART ( Ultra-rápida )

Insulinas de ação rápida e duração curta, tem aspecto límpido e transparente. Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais lenta, auxiliando no controle do diabetes, na rotina diária. São indicadas para a cobertura das refeições.

INSULINA NPH:

Insulina de ação intermediária, se parece com a insulina lenta. A adição de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo é responsável pela sua aparência leitosa. Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação. Diferente do que acontece com a Insulina Glargina, sua ação não é homogênea e nem previsível.

INSULINA REGULAR:

Insulina de ação rápida e duração curta,é geralmente usada em situações de emergência, como crises de cetoacidose, coma ou cirurgias ou mesmo quando o teste de glicemia se encontra alterado. Tem aspecto transparente, semelhante à água potável.è usada para complementar o uso de outras com ação mais lenta.

INSULINA ULTRA LENTA:

Insulinade ação longa, costuma ser indicada para uso noturno tendo seu uso complementado por insulinas de ação rápida durante o dia. De aspecto leitoso, seus frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação.

Tipo 2

Os pacientes portadores de diabetes tipo 2 geralmente fazem o tratamento medicamentoso quando necessário, utilizando hipoglicemiantes orais. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e a dose desses medicamentos deve ser prescrita pelo médico, pois é individual. Alguns diabéticos do tipo 2 em fase inicial conseguem manter seu diabetes sob controle apenas seguindo dieta rigorosa, assim como outros que já desenvolveram complicações necessitam utilizar insulina,ou nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.

Comprimidos

Os comprimidos utilizados para o controle do diabetes tipo 2 se classificam em:

Sulfoniluréias – que estimulam a produção de insulina

  • Clorpropamida – Diabinese
  • Glibenclamida – Daonil, euglucon, glibenclamida ( genérica )
  • Glipizida – Minidiab

Biguanidas – que melhoram a resistência a insulina

  • Metformina – Glifage glucoformim, dimefor, metformina ( genérica )

Inibidores da Alfa-glicosidase – que diminuem a absorção de carboidratos

  • Acarbose – Glucobay

Metiglinidas – que estimulam a secreção pancreática de insulina

  • Repaglinida – Novonorm Prandim Gluconorm
  • Nateglinida – Starlix

Glitazonas – que aumentam a sensibilidade à insulina no tecido muscular

  • Rosiglitazona – Avandia
  • Pioglitazona – Actus

Obs: Lembre-se que somente o médico pode prescrever remédios, a automedicação é um grande risco à sua saúde e pode levar a morte.

Prevenção

No caso do diabetes tipo 2, mesmo que o individuo possua antecedentes familiares, a hereditariedade é um fator muito importante e mesmo sendo portador de uma carga genética, é possível evitar ou retardar o aparecimento do diabetes desde que se mantenha o peso, pratique atividades físicas, evitando o sedentarismo, e evite a obesidade, que é preocupante por ser um dos fatores desencadeantes deste tipo de diabete.

A obesidade aumenta a exigência sobre seu pâncreas e a perda de peso no caso de indivíduo obeso ou a manutenção do peso acabará por minimizar essa sobrecarga de trabalho ao órgão.

O ser humano durante o processo de envelhecimento, tem normalmente uma diminuição da função pancreática / endócrina.Por isso até pouco tempo era comum ouvir coisas do tipo : diabetes é doença de velho. Isso não é verdade, pois provavelmente neste individuo já existia uma tendência mas que com o passar dos anos acrescida do processo natural de envelhecimento fez com que o diabetes se manifesta-se.Claro que se esse individuo tivesse abusado, tivesse ficado obeso, levasse uma vida sedentária ou praticasse grandes transtornos alimentares, provavelmente teria antecipado em anos o aparecimento do diabetes.È muito importante que indivíduos que possuam antecedentes familiares de diabetes tomem cuidado e mesmo não apresentando sintomas, pois no caso do diabetes tipo 2 eles muitas vezes passam despercebidos, façam exames de rotina e, observando qualquer alteração procurem o médico.

Fatores de risco para diabetes

  • Idade acima de 45 anos
  • História familiar de diabetes
  • Doença cardiovascular
  • Hipertensão
  • Obesidade
  • Microalbuminúria ( presença de proteína na urina )
  • Níveis de colesterol HDL £35mg/dl ou triglicerídeos ³ 250mg/dl
  • Portadores de glicemia de jejum alterada ( entre 110 e 126mg/dl) ou após 2h (entre 140 e 200mg/dl) no GTT oral
  • Mulheres com ovários policísticos, que apresentaram diabetes na gravidez, ou que tenham tido filhos com peso acima de 4 kg ao nascimento
  • Uso de drogas que podem elevar a glicemia (corticosteróides, diuréticos tiazídicos, betabloqueadores)
  • Pessoas que possuem estes fatores de risco devem procurar o médico e realizar periodicamente exames de glicemia.

DIA A DIA

Monitorização

A auto-monitorização glicêmica, que é a prática do paciente diabético medir regularmente a sua própria glicemia através de fitas e/ou aparelhos de uso doméstico (glicosimetros), é uma oportunidade para o diabético assumir o controle da sua própria saúde. Medir freqüentemente a glicemia é uma das melhores maneiras de determinar se o tratamento para o diabetes está sendo efetivo, isto é, se a glicemia está sendo mantida o mais próximo do normal possível.

Os exames de laboratório solicitados regularmente pelo médico (glicemia venosa, hemoglobina glicada etc.) fornecem uma estimativa da qualidade do controle glicêmico, mas apenas a monitorização domiciliar da glicemia pode permitir ao paciente o ajuste fino do plano de tratamento, conforme a variação do diabetes de um dia para o outro e com as diferentes situações do cotidiano.

Os níveis de glicemia elevados são responsáveis pelas complicações do diabetes. Portanto, o acompanhamento da glicemia, ou automonitorização, é recomendado a todas as pessoas com diabetes, seja do tipo1, tipo 2 e no diabetes gestacional (aquele que ocorre em algumas mulheres durante a gravidez).

O teste de glicemia capilar possibilita conhecer os níveis de glicemia durante o dia, em momentos que interessam para acompanhar e avaliar a eficiência do plano alimentar, da medicação oral e principalmente da administração de insulina, assim como orientar as mudanças no tratamento.

Para quem tem diabetes, existem alguns fatores que ajudam na manutenção das taxas de glicemia próximas aos valores normais, tais como:

  • controle no consumo de alimentos (qualidade, quantidade e regularidade de horários nas refeições);
  • ajustes nas dosagens dos medicamentos;
  • exercícios físicos regulares;
  • uso correto da medicação (insulina ou antidiabéticos orais);
  • realização de testes de glicemia capilar (também conhecidos por teste da "gotinha" ou "ponta-de-dedo") em horários adequados para ajuste no tratamento.

Recomendações para tornar o tratamento mais efetivo através da monitorização

A freqüência do perfil glicêmico, como chamamos o conjunto de glicemias capilares realizadas num dia, irá depender do objetivo que se queira atingir, do grau de controle emocional para realizar vários testes, da condição sócio-econômica, além dos medicamentos utilizados. Portanto, as metas devem ser individualizadas e determinadas de acordo com o nível desejado de glicemia e ser adequada para o profissional médico e para o portador de diabetes.

Quem usa a bomba de infusão contínua de insulina normalmente mede a glicemia várias vezes por dia para administrar a quantidade calculada de insulina em relação à quantidade de carboidrato a ser ingerida em cada refeição.

Quem tem diabetes tipo 1 ou 2 e usa insulina, deve fazer testes de glicemia com mais freqüência: jejum, antes da alimentação, antes e após o exercício físico, quando há suspeita de hipoglicemia ou hiperglicemia, nas doenças intercorrentes (infecções, vômitos, diarréia) e nos ajustes de doses de insulina.

Quando a pessoa é orientada pelo médico a realizar a suplementação de insulina R (ação Rápida) ou UR, (ação Ultra-Rápida), deverá fazer as glicemias capilares antes das refeições.

Para quem tem diabetes tipo 2 e usa hipoglicemiantes orais além de insulina noturna, o consenso brasileiro preconiza glicemia de jejum e antes do jantar. Porém, vale ressaltar que devemos estar atentos às glicemias após as refeições no diabetes tipo 2, cujo tratamento é feito com ou sem insulina, para avaliar a eficiência ou necessidade de mudança na medicação. Portanto, embora nesse caso a monitorização possa ser menos rigorosa, é importante que, pelo menos um dia por semana, o portador de diabetes tipo 2 faça testes de glicemia após o almoço e o jantar. Isso irá ajudá-lo a entender melhor a absorção dos alimentos e a necessidade de um melhor controle alimentar.

A glicemia capilar deve ser realizada toda vez que houver suspeita de hipoglicemia e repetida sempre que os resultados ficarem fora dos objetivos determinados com o médico.

Recomendações da Associação Americana de Diabetes (ADA)

  • Glicemia em jejum: 70 a 99 mg/dl
  • Glicemia pós prandial, até 2 horas após alimentação: 70 a 140 mg/dl

Anotação dos resultados:

É de extrema importância que os resultados dos testes de glicemia sejam registrados de forma clara para fácil visualização e interpretação, pois serão fundamentais na conduta a ser tomada pelo médico.

Deverão também ser anotados os acontecimentos importantes relacionados à glicemia obtida como: complementação de insulina, sintomas de hipoglicemia, diminuição ou excessos alimentares, presença de infecção, quadros de vômitos e diarréia, atividade física não programada e uso de outros medicamentos.

Com o registro destas informações o médico poderá fazer ajustes nos medicamentos, assim como os outros profissionais terão condições para acompanhar, avaliar e propor mudança para um bom controle glicêmico.

Os resultados obtidos com os glicosímetros geralmente são precisos. A maior parte dos erros acontece devido a procedimentos incorretos, tais como:

  • limpeza inadequada do aparelho
  • utilizar o glicosímetro ou a fita em temperaturas diferentes da temperatura ambiente
  • fitas fora do período de validade
  • glicosímetro não calibrado para a caixa de fitas em uso
  • uma gota de sangue muito pequena

É recomendável fazer um "treino" antes de começar a utilizar o glicosímetro e as fitas. Um educador em diabetes pode ajudar o paciente a fazer este treino.

EXAMES DE AÇÚCAR E CETONAS

A pesquisa de açúcar na urina ( glicosúria ) não é tão acurada quanto a do sangue. Ela só deve ser realizada se a pesquisa no sangue for impossível.Isso porque a glicosúria faz uma avaliação indireta da glicemia uma vez que o teste só é positivo a partir de 180 mg/dl. É justamente a partir deste valor que os rins passam a "filtrar" a glicose na urina.

Outro importante cuidado na monitorização de diabéticos, sobretudo do tipo 1 ou insulino-dependentes é monitorar a presença de cetonas na urina ou no sangue ( hoje em dia existe a possibilidade de avaliar o grau de acidose e de glicemia em um mesmo equipamento , o que representa um grande passo no monitoramento de pacientes ) sempre que o diabetes está mal controlado ou seja sempre que a glicemia capilar estiver acima de 250 mg/dl. ou quando o paciente está com infecções, stress emocional, gripe, ou outros problemas de saúde. Quantidades moderadas ou grandes de cetonas estão presentes na urina ou sangue quando a gordura está sendo utilizada como fonte de energia.A presença de cetonas na urina ou sangue é mais comum no diabetes do tipo 1 nas situações em que a quantidade de insulina é insuficiente para que o organismo utilize a glicose como fonte de energia.

Todo paciente com diabetes às vezes precisa checar a quantidade de cetonas na urina ou sangue.

Converse com o médico, enfermeiro ou educador em diabetes para rever, avaliar e propor alternativas que colaborem para um bom controle glicêmico.

Atividade Física

A atividade física é de fundamental importância e deve estar integrada na vida do paciente diabético devido aos benefícios do exercício à ação da insulina.

Ela contribui para a redução da glicemia e da necessidade de insulina no diabético tipo 1, e medicamentos no tipo 2, pois melhora a captação de glicose pelas células. Além desses benefícios, a atividade física ainda contribui com a melhora da circulação sanguinia, o que no paciente diabético é por vezes prejudicado, isso sem falar nos efeitos benéficos do controle da pressão arterial e das dislipidemias, redução do risco de doença cardiovascular asterosclerótica, redução e controle do estresse, melhora da auto-estima e da qualidade de vida. Todos esses benefícios se dão através da pratica de exercícios físicos, principalmente aeróbicos. Já pacientes com diabetes tipo 2, além dos benefícios citados acima, com a prática regular de atividade física, conseguem um maior controle das glicêmias, devido ao maior transporte da glicose para dentro do músculo, que aprimora e prolonga o controle glicêmico.

Higiene Bucal

Clinicamente, pessoas portadoras de diabetes são mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças no tecido da boca, tais como cáries e doença periodontal, do que pessoas não acometidas por este mal.

Doença periodontal e Cáries:

A doença periodontal começa com a instalação da placa bacteriana, o que faz com que os tecidos de suporte que rodeiam os dentes sejam destruídos e desapareçam, causando, com que o agravamento da mesma, que os dentes percam sua sustentação.Depois de instalada, e não adequadamente tratada, pode levar à perda dos dentes, seja o paciente diabético ou não. O diabetes pode favorecer a instalação da doença periodontal, o que pode comprometer o controle do próprio diabetes. O primeiro sintoma da doença periodontal é o sangramento da gengiva no momento da escovação, o que, sem tratamento, pode acabar acontecendo espontâneamente. O que muitas vezes leva o paciente à escovar cada vez menos - piorando o quadro - , ao passo que a mesma deveria ser aumentada. O uso correto da escovação, e do fio dental, podem interromper o processo, eliminando a placa bacteriana causadora do problema.

A placa bacteriana é constituída por um conjunto de resíduos alimentares e microorganismos que aderem à superfície dentária próxima à gengiva. Os açucares dos alimentos servem de alimento para as bactérias, que criam uma espécie de cola, fixando a placa bacteriana ao dente e uma que se constitui de ácidos que desmineralizam o dente, tecidos gengivais de suporte e, por fim, destrói os ossos.

A destruição de suporte do osso caracteriza a doença periodontal. A desmineralização do dente é a cárie.

Cirurgia e Extrações:

Diabéticos podem realizar cirurgias na boca e extrações, desde que sigam algumas recomendações. Em caso de extrações, ou outras cirurgias, é recomendável que a glicemia não esteja acima de 200mg/dl, uma vez que a glicemia alta pode dificultar a cicatrização e o restabelecimento dos tecidos, além de favorecer infecções. O controle da glicemia é essencial antes, durante e depois da cirurgia para evitar problemas.

Prevenção dos problemas orais

  • Visitar regularmente o dentista e informá-lo sobre seu diabetes, bem como comunicar seu médico, ou diabetólogo, sobre qualquer tratamento dentário, já que qualquer infecção bucal pode alterar seu diabetes
  • Controlar seus níveis de glicose no sangue, pois isso ajudará a evitar a doença periodontal
  • Manter diáriamente uma boa higiene ora,l utilizando-se de uma boa escovação e fazendo uso de fio, ou fita, dental. Se necessário utilizar enxaguatórios bucais.
  • Mesmo com a limpeza diária, fazer uma limpeza profissional pelo menos duas vezes ao ano.

Procurar urgente o dentista em caso de:

  • Sangramento gengival durante a escovação
  • Gengivas avermelhadas, flácidas ou sensíveis.
  • Gengivas se afastando dos dentes
  • Mau hálito persistente
  • Pus entre os dentes e gengiva.
  • Separação ou perda de algum dente
  • Mudança na forma de os dentes ocluirem quando você morde.
  • Mudança na adaptação de próteses parciais

Alimentação

A alimentação é um dos pontos fundamentais no tratamento do Diabetes. Ela deve ser individualizada levando em consideração o peso, altura, o estado nutricional do paciente, atividades e hábitos de vida, possibilitando o melhor controle metabólico. Os principais objetivos da alimentação para um paciente diabético são:

  • Contribuir para a normalização da Glicemia;
  • Diminuir os fatores de riscos Cardiovascular;
  • Fornecer calorias suficientes para obtenção e/ou manutenção do peso corpóreo saudável;
  • Prevenir complicações agudas e crônicas.
  • Evitar hiper ou Hipoglicemias

Hoje em dia, a alimentação para pacientes diabéticos se tornou mais facilitada com o emprego de produtos diet ou light disponíveis no mercado.

Estados de Glicemia

As complicações agudas do diabetes são aquelas que acontecem rapidamente ( hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose ) e as complicações crônicas se desenvolvem ao longo de anos, com a neuropatia, nefropatia, retinopatia e vasculopatia.

HIPOGLICEMIA

È a alteração metabólica e clinica que se caracteriza pela queda dos níveis de glicose abaixo de 70 mg/dl e que se manifesta com variados sintomas de acordo com a duração e seriedade da mesma.

  • Leve: 70 a 50 mg/dl
  • Moderada: 50 a 30 mg/dl
  • Severa: abaixo de 30 mg/dl, é grave e requer socorro médico urgente

SINTOMAS

  • Sensação de fraqueza ou fome
  • Tonturas
  • Tremores, palpitações
  • Sudorese, pele fria
  • Convulsões
  • Perda de consciência

CAUSAS

  • Dose de medicação superior ao que é necessário
  • Omissão ou diminuição da refeição, mantendo a mesma dose de medicação
  • Aumento de atividade física ou realização de exercícios físicos não previstos
  • Vômitos ou diarréia, fazendo uso de doses de medicação habituais.

HIPERGLICEMIA

È a elevação dos níveis de glicose no sangue, uma glicemia acima de 160 mg/dl, já é considerada como hiperglicemia. Ela acontece principalmente quando o tratamento com medicamentos ou insulina se torna insuficiente para sua alimentação e atividades diárias.

SINTOMAS

  • Sede intensa, desidratação
  • Volume urinário excessivo
  • Fraqueza e tonturas
  • Respiração acelerada
  • Face avermelhada
  • Dor abdominal

CAUSAS

  • Doses de medicamentos ou insulina inferior ao necessário
  • Abusos alimentares ou ingestão de doces
  • Caso a medicação utilizada não seja mais a indicada para seu caso.
  • Na ocorrência de gripe ou infecções de um modo geral

CETONAS

O corpo utiliza glicose como fonte de energia. A insulina ajuda a transferir a glicose do sangue para as células do corpo, de forma que ela possa ser usada como fonte de energia. Porém, caso a glicose no sangue aumente ( hiperglicemia ) e não possa passar para as células, o corpo queima gorduras como energia no lugar da glicose, produzindo cetonas, intoxicando o sangue o que é muito perigoso.

Sempre que o nível de glicose no sangue estiver acima de 240 mg/dl durante alguns dias, é importante testar o nível de cetonas.

SINTOMAS

  • Além de todos os sintomas referentes ao estado de hiperglicemia
  • Hálito cetônico ou de maça podre
  • Emagrecimento
    • A presença de cetonas seja em medições na urina e no sangue é muito perigosa e pode levar o diabético a um coma por cetoacidose, sendo que o tratamento da mesma deve ser feito no hospital, pois requer hidratação do paciente, além de reposição e normalização de eletrólitos e regularização dos níveis de glicemia.

      Causas da Cetoacidose:

      As mais ocorrentes causas de cetoacidose é a falta de insulina e o aumento de hormônios contra reguladores como glucagon, adrenalina, hormônio do crescimento e cortisona. Esses hormônios aumentam em situações de stress emocional e doenças agudas como as infecciosas, desde gripe até as mais graves.Assim o paciente diabético que usa insulina como meio de tratamento pode, em algumas situações necessitar um aumento de dose para compensar o aumento dos hormônios que tem efeito contrário à insulina.Das causas de cetoacidose as mais importantes são as que resultam de processos infecciosos : assim diabéticos que estão em situação de infecção, necessitariam de uma avaliação mais freqüente para que seja evitada a cetoacidose diabética.

      A auto monitorização da glicemia e cetonas com uso de fitas e glicosimetros possibilita a família, ao paciente e a seu médico uma avaliação mais precisa da necessidade de insulina e uma possibilidade maior de se evitar a cetoacidose ou diagnosticar a presença de cetonas.

      Até mesmo em pacientes cuja dificuldade de fazer esta avaliação por meio da urina existe, pois usualmente a medição de cetonas é feita na urina, mas em alguns casos como pacientes muito desidratados, bebês, idosos, portadores de bexiga neurogênica, problemas renais, existe uma dificuldade maior na realização desse exame, atualmente no mercado nacional os diabéticos ( até mesmo por praticidade ) tem a possibilidade de avaliar as cetonas e glicose, em um mesmo equipamento, o que facilita o monitoramento e representa um avanço no controle do Diabetes.

Mulher e Diabetes

O diabetes tem repercussões na sexualidade, na escolha do método contraceptivo, e no planejamento de uma gravidez.

No homem, a disfunção erétil e a ejaculação retrógrada são exemplos de complicações da doença prolongada e/ou mal controlada.

Na mulher, as infecções vaginais frequentes a fungos, o receio de uma hipoglicemia, a falta de uma contracepção segura, são hoje em dia fatores implicados na diminuição da libido das mulheres com diabetes.

Existem hoje em dia muitos métodos contraceptivos que podem ser utilizados sem problema pelas mulheres com diabetes. Contudo, muitas continuam sem os usar por desconhecimento ou receio.

No sucesso da gravidez de uma mulher com diabetes é decisivo o controle metabólico prévio à concepção.

A contracepção

"Um atraso" é o medo frequente de muitas mulheres que vivem sem contracepção segura...O receio de engravidar é, muitas vezes, a razão para não viver tranquilamente a sua sexualidade no dia-a-dia...

A idéia de que não existem muitos métodos disponíveis para a sua condição, impede que muitas mulheres com diabetes procurem uma consulta de planejamento familiar. Hoje em dia isto não é verdade. Além dos métodos não hormonais (por exemplo, o dispositivo intra-uterino e o preservativo), os métodos hormonais evoluíram e muitos são agora seguros em mulheres com diabetes não complicada. A "pílula" (atualmente já de baixa-dosagem) pode ser um bom método numa mulher jovem, que não fume e sem complicações crónicas do diabetes. Existe atualmente uma nova pílula e um sistema de implante que não têm estrogénios, que podem ser a opção para algumas mulheres.

Acima de tudo, fica a mensagem que há várias possibilidades contraceptivas. A escolha de um método que seja seguro e confortável deve ser individualizado, mas é exatamente para isso que é importante consultar seu médico ou ginecologista.

Os cuidados pré-gravidez

Quando uma mulher planeja engravidar, antes de parar o método contraceptivo que utiliza normalmente, deve realizar uma consulta pré-concepcional (antes de engravidar). Se bem que seja essencial na mulher portadora de diabetes, a verdade é que todas as mulheres a deviam realizar. Serve por exemplo, para diagnosticar doenças que já existem e que devem ser tratadas antes da gravidez, para mudar medicamentos que se tenham de fazer uso regularmente (pará-los subitamente quando se tem um teste de gravidez positivo pode não ser suficiente ou até má idéia...), para vacinar uma mulher que não seja imune à rubéola.

Estas consultas servem ainda para esclarecer dúvidas e abordar medidas de cuidado geral como, deixar de fumar, modificar hábitos alimentares e de exercício corretos. Vários estudos mostraram que as mulheres que iniciaram sob prescrição médica a ingestão de ácido fólico – uma vitamina – antes da gravidez, e a mantêm ao longo do 1. trimestre de gestação, têm uma diminuição do risco de malformações do sistema nervoso nos seus filhos. E esta é outra medida importante a ser iniciada antes de engravidar.

Na mulher com diabetes, além de todos estas medidas é importante obter um controle glicémico rigoroso – a hemoglobina glicosilada (Hb A1c) deve ter um valor inferior a 7%. Com isto, diminui-se o risco de aborto espontâneo, de malformações fetais e de sofrimento fetal (o risco torna-se quase igual ao da população em geral).

Nas mulheres que tomam antidiabéticos orais, eles devem ser mudados para um esquema de insulina mais adequado. O ajuste da terapêutica deve ser feita em consulta com o seu Endocrinologista.

As infecções sexualmente transmissíveis

São exemplos destas infecções o sífilis, a gonorréia, a tricomoníase, a hepatite B, as infecções a Herpes, a Clamidia, ao vírus do HPV e ao HIV. Os indivíduos com diabetes não têm aumento de risco destas infecções. Contudo, como qualquer outra pessoa devem preocupar-se com a sua prevenção e com o seu tratamento precoce. Além dos efeitos imediatos, existem muitas vezes repercussões a longo prazo. Algumas destas alterações tardias podem ser responsáveis por infertilidade alguns anos após uma infecção que passou despercebida...

O rastreio das neoplasias ginecológicas

Neste grupo é muito importante abordar duas situações em particular: o cancêr do colo do útero e o cancêr da mama. As mulheres com diabetes não têm risco aumentado destas situações, mas tal como qualquer outra mulher devem preocupar-se em preveni-los.

O cancêr da mama afeta mais frequentemente as mulheres a partir dos 40-50 anos e pode ser detectado precocemente através da palpação mamária (auto-palpação e por um médico em consulta) e por mamografias regulares. O exame mamário é contudo um cuidado que deve ser cumprido nas mulheres de todas as idades.

O câncer do colo do útero é freqüente em mulheres mais jovens. Tipicamente este cancêr é antecedido por alterações pré-malignas que são detectadas em citologia (exame de Papanicolau). Quando são tratadas nesse estado evita-se a progressão para o cancêr. Por esta razão, todas as mulheres após iniciarem a sua vida sexual devem ir regularmente (anualmente) a consultas em que é feito este exame.

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